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Relatório – Marcha das Mulheres Negras: Ação em Garanhuns

  • Foto do escritor: Amanda Guilherme
    Amanda Guilherme
  • 21 de jul.
  • 1 min de leitura
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Data: 19 de julho de 2025

A ação preparatória para a Marcha das Mulheres Negras, que acontecerá no dia 25 de novembro em Brasília, teve um importante momento no município de Garanhuns-PE, reunindo mulheres de diferentes territórios em um processo de escuta, articulação e partilha.

Logo ao chegar, fomos acolhidas no Quilombo Castainho, localizado na zona rural de Garanhuns. A recepção foi calorosa e seguiu com um almoço coletivo, composto por feijoada, couve, farofa temperada e arroz branco, um gesto simples, mas potente, que reforça a importância da coletividade nos processos de luta.

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Durante a tarde, participamos de uma ciranda e de uma formação em círculo, onde cada mulher teve a oportunidade de se apresentar e compartilhar o que significa “marchar” em sua trajetória pessoal e coletiva. Esse momento foi marcado por relatos diversos, emocionantes e reflexivos sobre resistência, ancestralidade, dores e esperanças.

No fim do dia, saímos da Praça Tavares Corrêa em marcha junto com o Boi da Macuca, ocupando as ruas com cantos, gritos e corpos em movimento. O ato reafirmou o poder da presença negra feminina nos espaços públicos e a urgência de seguir denunciando as violências estruturais que atravessam nossas vidas.

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Ainda que o evento tenha cumprido seu papel simbólico e mobilizador, é preciso refletir sobre os desafios internos da militância. A convivência evidenciou que, além das lutas externas, é necessário cultivar valores como escuta real, respeito mútuo e ética nas relações. Só assim seremos capazes de construir um movimento verdadeiramente comprometido com a transformação que desejamos.


 
 
 

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